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Grilo na cabeça ou a doença do pensamento obcessivo
Tradução de trechos do livro: "The Power of Now", Eckhart Tolle. Yogui Impressions 2001
Pensar tornou-se uma doença. Doença ocorre quando as coisas saem do equilibrio.
A mente é um instrumento fantástico se usado corretamente. Usado de forma errada torna-se muito destrutiva. A questão não é que usamos nossa mente de forma errada: não a usamos de forma nenhuma, ela nos usa e essa é a doença. Acreditamos que somos nossos pensamentos. Essa é a ilusão. O instrumento apropriou-se de nós.
Não ser capaz de parar de pensar é uma dolorosa aflição. Não nos damos conta disto porque quase todo mundo esta sofrendo dessa doença e isso é considerado normal. O barulho mental incessante, o dialogo interior, a voz que fala dentro da nossa cabeça evita que econtremos a nossa placidez interior e o estado natural do ser, criando um falso ser mentalmente construído cheio de medos e sofrimento.
A Identificação com os pensamentos cria uma tela de conceitos, imagens, rótulos, palavras, julgamentos e definições que bloqueiam qualquer relação real. Essa tela aparece entre você e você mesmo, você e a sua família, você e a natureza, você e o divino, criando a ilusão da separação, de que existe você e um outro totalmente separado. Você não sente mais que por trás da aparencia física e das formas separadas você é um com tudo o que existe.
O começo da liberdade é dar-se conta de que não somos o pensador. Saber isso nos permite observar os pensamentos. No momento que começamos a observar o pensador, um alto nível de consciência torna-se ativo. Começamos a dar-nos conta que somos um vasto universo de inteligencia além dos nossos pensamentos. Vimos que todas as coisas que realmente importam: criatividade, alegria, paz interior veem de um lugar além do pensamento. Começamos a despertar.
Quando você escutar um pensamento, esteja consciênte não só do pensamento, mas de você mesmo como observador do pensamento: uma nova dimensão de consciência apresenta-se. Quando você escuta o pensamento, você sente uma presença consciente por trás e embaixo do pensamento: ele perde o poder sobre você porque você não está energizando a mente através da identificação com ela. Esse é o começo do fim do pensamento involuntário e compulsivo.

